A utopia do protagonismo

Nos dias 13 e 14 de agosto, estivemos em Belo Horizonte, MG, em um seminário entitulado “A utopia da continuação”, que tratou da abordagem de Reggio Emilia no trabalho com o ensino fundamental. Esse estudo ainda nos renderá muitos textos, mas hoje falarei sobre a utopia do protagonismo.

 

Certamente, essa experiência acrescentou muito em minha vida profissional. Não que eu tenha visto muitas novidades, pelo contrário, revi muitas coisas, mas esses dias de reflexão me fizeram repensar minha postura como educadora.

Reggio Emilia, para quem não conhece, trata-se de uma região da Itália muito conhecida por suas escolas para crianças de 0 a 6 anos (veja no blog o texto  O imaginário nas escolas de Reggio Emilia” e conheça mais sobre essa abordagem). Um local com uma comunidade disponível e escolas abertas, o que resulta em parcerias riquíssimas! Lá acontecem constantes reflexões sobre as experiências vividas pelas crianças e, nesse espaço aberto e acessível, escola e famílias discutem e refletem juntas, a fim de proporcionar o melhor para as crianças.

Com toda essa base, não poderia ser diferente, encontramos crianças reflexivas, que sabem argumentar, criar hipóteses, e articular conhecimentos.

Contam também com mais um educador: o espaço!  O ambiente é o promotor da busca. Com propostas que estimulam a curiosidade e incentivam a pesquisa ele favorece o protagonismo das crianças, funcionando como o terceiro educador (em Reggio, sempre há 2 educadoras por turma). Quando o espaço por si já convida a criança a aprender, despertando a vontade de descobrir, nós, professores, temos a oportunidade de participar mais efetivamente das experiências dos nossos alunos.

Um ambiente que contribui com o aprendizado, crianças que buscam informações, refletem, discutem e constroem conhecimentos…Quanto protagonismo! Mas e o professor? Qual o papel do professor em uma escola onde o protagonista é o aluno?

O professor educador deve se preocupar em proporcionar esses momentos para seus alunos, em problematizar situações cotidianas, para que as crianças possam criar e compartilhar suas hipóteses. Ele deve oferecer fontes de informações, mostrar o caminho do conhecimento, orientá-los no processo de encontrar, organizar e conectar os saberes.

Ótimo! Estamos no caminho certo, tudo que já fazemos. Mas uma coisa me chamou atenção nessas crianças: a linguagem utilizada em seus registros. Encontrei uma riqueza muito grande no vocabulário e na forma de expressar os pensamentos.

Observar todo esse potencial, me fez repensar minha prática. Refleti muito e cheguei a uma conclusão: são crianças livres, com seus pensamentos valorizados, e que acreditam no valor de suas reflexões. São crianças que vão longe, pois não têm medo de errar e que encaram o erro como uma oportunidade de aprendizado. Elas vivem essa realidade.

Quão distante disso estamos? Por que não valorizar e acreditar nos pensamentos de meus alunos nesse mesmo nível? Quanto de mim está presente em suas construções? Será que há protagonismo? Eles são donos de seus conhecimentos? São perguntas que rondaram meus pensamentos nos últimos dias.

Então me desafiei a instigar ainda mais a curiosidade destas crianças que foram confiadas a mim. Elas devem ser ouvidas como seres sábios, e respeitadas em suas condições. E essa será minha missão como educadora.

Mas e a comunidade? Ela se articula em torno dessas necessidades? Os pais aceitarão essas propostas? Entenderão o meu trabalho? Até onde permitirão o protagonismo? Isso eu não sei. Sei o que eu posso fazer, e isso farei com toda dedicação. Devemos reconhecer nossas limitações sem deixar de oferecer nosso melhor. Com certeza o resultado de um trabalho de dedicação, fará com que os outros repensem sua forma de agir. Esse já é o primeiro passo: fazer a minha parte. Assim já estaremos fazendo a diferença.

Mariana Almeida

Quer saber mais?

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“Tornando visível a aprendizagem: crianças que aprendem individualmente e em grupo”

Coleção Reggio Emilia

Phorte Editora

Preço aproximado: R$90,00

Estamos de volta!

Foi um período de muitas mudanças em nossas vidas… mudanças pessoais, mudanças profissionais… mas o que permaneceu intacta foi a paixão. A paixão pela Educação, pelas crianças, por aprender e compartilhar conhecimento.

Estamos de volta com energias renovadas, pensamentos renovados e mentes borbulhando de ideias. Trouxemos até uma outra educadora apaixonada para nos acompanhar nessa jornada de trocas de saberes e de experiências entre nós e, principalmente, com vocês, que, como nós, acreditam que só através da Educação poderemos construir o Brasil que tanto sonhamos.

Hoje, 5 de agosto de 2016, ao escrever este texto, acompanho pela TV a abertura das Olimpíadas. Emocionante rever a história de nosso país representada de forma tão criativa. Pois somos uma nação de pessoas criativas. Mas como pode haver tanta modernidade e inovação em tantos setores e naquele que é responsável por formar cidadãos ainda estejamos caminhando tão devagar?

Queremos e merecemos medalhas nas Olimpíadas, já que o esporte é uma importante ferramenta de formação pessoal para a cidadania, além de agregar muito à Educação. Porém, também queremos ser campeões na garantia de educação de qualidade para todos. Será querer muito? Será querer muito num país que ainda tem 2,8 milhões de crianças e adolescentes fora da escola? Será querer muito num país em que mais da metade das escolas públicas não conta com esgoto encanado? Em que apenas 36% possuem biblioteca? Em que 1 a cada 5 alunos do terceiro ano não está alfabetizado? *

Penso que não. Devemos e podemos querer o melhor. Nossas crianças merecem e esperam por isso. Inspiremo-nos em Paulo Freire que, insatisfeito e desafiado pela miséria e opressão que encontrava no mundo, soube que havia muito o que transformar. Segundo ele, não há mudança sem sonho como não há sonho sem esperança. E nosso sonho é poder dar nossa parcela de contribuição para que cada educador que nos acompanha se inspire e trabalhe em busca de conectar pensamento e conhecimento ao se arriscar em novos caminhos.

Tenhamos esperança! Busquemos, sonhemos e desafiemo-nos para desafiar e ampliar nosso repertório e, principalmente, o repertório de nossas crianças.

Anáile Abrahão

 

*Dados do Censo Escolar de 2015

 

Necessidades especiais, um olhar reflexivo.

Quando uma família espera por um filho, espera também por um sonho. Idealiza um mundo!

Nem sempre os sonho são como idealizamos, principalmente quando esse sonho envolve outras vidas com outros sonhos, outras características, outras necessidades…

Em algumas situações a realidade se apresenta muito distante do sonho, então precisamos nos readaptar, transformar tudo à nossa volta e dentro de nós mesmos.

Isso também acontece dentro da escola. Professores e alunos também precisam se readaptar, principalmente o professor. Esse precisa buscar conhecimentos para atender as necessidades, para estimular e interagir…

O texto abaixo nos leva a refletir por meio de uma linda metáfora. Aproveitem a oportunidade para inspirar-se com a “Holanda”.

Bem-vindo à Holanda

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Freqüentemente me pedem para descrever a experiência de dar à luz uma criança com deficiência. Seria como…

Ter um bebê é como planejar uma fabulosa viagem de férias PARA A ITÁLIA. Você compra montes de guias e faz planos maravilhosos! O Coliseu. o Davi de Michelangelo. as gôndolas em Veneza. Você pode até aprender algumas frases em italiano. É tudo muito excitante!

Após meses de antecipação, finalmente chega o grande dia! Você arruma as malas e embarca. Algumas horas depois, você aterrissa. O comissário de bordo chega e diz:

– Bem-vindo à Holanda!

– Holanda? Diz você. O que quer dizer com Holanda? Eu escolhi a Itália! Eu devia ter chegado à Itália. Toda a minha vida eu quis conhecer a Itália!

Mas houve uma mudança no plano de vôo. Eles aterrissaram na Holanda e é lá que você deve ficar.

O mais importante é que eles não levaram você para um lugar horrível e desagradável, com sujeira, fome e doença. É apenas um lugar diferente.

Você precisa sair e comprar outros guias. Deve aprender uma nova língua. E irá encontrar pessoas que jamais imaginara. É apenas um lugar diferente. É mais baixo e menos ensolarado que a Itália. Mas, após alguns minutos, você pode respirar fundo e olhar ao redor. Começa a notar que a Holanda tem moinhos de vento, tulipas e até Rembrandts e Van Goghs.

Mas, todos os que você conhece estão ocupados indo e vindo da Itália, comentando a temporada maravilhosa que passaram lá. E por toda a sua vida você dirá: Sim, era onde eu deveria estar. Era tudo o que eu havia planejado.

A dor que isso causa nunca, nunca irá embora. Porque a perda desse sonho é uma perda extremamente significativa. Porém, se você passar toda a vida remoendo o fato de não ter chegado à Itália, nunca estará livre para apreciar as coisas belas e muito especiais existentes na Holanda.

(Emily Perl Knisley, 1987)

Comemorações na Educação Infantil: é preciso refletir!

Comemorações na Educação Infantil: é preciso refletir!

Durante o tempo em que trabalhei na Educação Infantil, participei de muitas festas com danças, apresentações, ensaios, choros, fotos, alegrias…enfim do pacote completo.

Mas uma cena permanece muito viva em minha memória: Rafael, tinha apenas dois anos e não queria vestir a tal fantasia de castor, a família estava toda na plateia e a mãe foi se irritando com a “birra” (resistência) do pequeno. Eu tentava contornar, acalmar os dois e, eis que de repente a mãe perde a paciência e dá um tapa no filho. Final da história, ele vestiu a fantasia e na hora da apresentação ficou no meu colo, como muitos outros em muitas outras apresentações, e eu até hoje me questiono sobre a relevância desses eventos na escola.

O texto abaixo faz uma reflexão sobre esses momentos na escola. Leia e tire suas próprias conclusões.

A LOUCURA DAS FESTAS DE FIM DE ANO NOS JARDINS DE INFÂNCIA

Os pais e os professores já pensaram sobre a dimensão adquirida pelas festas de fim de ano?

É surpreendente que, quase sem distinção, escolas públicas ou privadas, escolas que trabalham com populações ricas ou de poucos recursos, com excelentes propostas pedagógicas e outras se assemelhem tanto no despreparo de mostrar aos pais aquilo que as professoras são capazes de fazer com seus tesourinhos.

Devemos refletir, também, sobre o fato de que chegar ao final do ano implica a representação teatral de alguma coisa, e quase sempre usando fantasias que as crianças menores invariavelmente resolvem descartar segundos antes de subir no palco.

As professoras conseguem, com esmero e encanto, atravessar o evento com nervos de aço, uma vez que dão sua vida pelo brilho de cada pequeno. Terminar o ano pressupõe para as docentes entregar uniformes, preparar pastas, conceder entrevistas, além de ensaiar, fazer acertos com costureiras e adicionar um sem-número de horas extras de trabalho à sua folha de serviços para que o espetáculo das crianças atenda às expectativas dos pais e esteja à altura do prestígio da instituição.

E as crianças, o que acontece com elas? Algumas desfrutam muitíssimo. Outras passam por um estresse inimaginável para os adultos. Outras urinam nas calças. Outras ainda choram no pior momento. Outras ficam duras no palco, aterrorizadas pelas luzes e mortas de calor sob a roupa de arvorezinha. Algumas se negam categoricamente a subir no palco, entre as explicações amáveis da professora e o pedido suplicante da mãe, que prefere não decepcionar o pai, que espera com a filmadora ligada. Há crianças que passam uma semana com dor de barriga. Há quem se desespere quando cai ou deixa cair uma pétala de papel crepom. Algumas esquecem a música. Algumas se destacam por suas aptidões histriônicas, e são muito aplaudidas… Enfim, os flashes se superpõem e todos querem voltar para casa, torcendo como loucos para que o pesadelo acabe.

Prefiro minimizar a gravidade desses fatos, uma vez que estas encenações fazem parte da “normalidade”. No final das contas, não é tão terrível assim atuar no fim do ano; todos o fazem em todas as escolas. Por que haveria de se modificar algo?

A proposta é admitir a elaboração de pensamentos autônomos. Os adultos devem pensar em como gostariam de festejar o ponto máximo de um processo que compartilharam dentro de uma instituição. O que significa chegar ao fim do ano? O que – quem – estão festejando?

Em princípio, qualquer situação que não queira transformar as crianças em objeto de consumo destinado a satisfazer a vaidade dos adultos é bem-vinda.

Por que não organizar um churrasco, fazer uma quermesse com a participação de todos, contar histórias, dançar cirandas, ensinar canções, pais e filhos pintarem juntos, jogar bola, brincar com água, trocar experiências, fazer um piquenique? Por que os pais não oferecem um espetáculo às crianças, se fantasiando e fazendo uma surpresa? Os adultos podem decidir se querem expor ou não seu corpo ou habilidades expressivas.

Falo da submissão, disfarçada pela alegria e aplausos, imposta a muitas criancinhas. Envolvidos pela ferocidade do festejo, os adultos não se dão conta de que essa não é a forma de brilhar que elas necessariamente preferem. A liberdade de pensamento consiste em admitir que se pense ou se sinta algo diferente daquilo que a maioria definiu como bom ou desejável. Por isso, as megafestas dos jardins de infância são “normais” de forma indiscutível.

As crianças menos ouvidas por suas famílias, menos levadas em consideração em sua condição de crianças, são mais vulneráveis na hora de aceitar uma maior exposição pessoal. Às vezes, as professoras se deixam fascinar pela facilidade com que algumas crianças se dispõem a representar. Sem ignorar que há criancinhas com dons e inquietações teatrais fora do comum, pode-se dizer que a maioria faz um imenso esforço para atender às expectativas dos mais velhos. E sem benefícios pessoais de nenhuma índole, salvo o de se desnudar diante de uma imensidão de olhos alheios.

Crianças estressadas existem e fazem parte de nosso meio. Não sofrem apenas as que têm muitas atividades fora de casa, mas também as que se superadaptam às exigências desnecessárias de uma sociedade que não distingue mais entre uma festa infantil e uma festa para o consumo dos adultos.

Pensando em uma conexão emocional maior, podemos imaginar as festas como espaços ideais para o contato humano, pelo qual todos estão ávidos e carentes. Podem ser a ocasião para se conhecer, para corroborar o significado verdadeiro da escolha que fizemos para nossos filhos. Podemos pensar nas festas de fim de ano como um ritual, como um momento sagrado, do qual adultos e crianças merecem participar. São também a ocasião para observar nossos filhos sem julgá-los e repensar o que na realidade estamos escolhendo para eles.”

(Laura Gutman, em A maternidade e o Encontro com a própria Sombra)
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O que uma criança deve saber aos 4 anos de idade?

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“Nesse mundo contemporâneo, ter, ser, saber, parecem fazer parte de uma competição. Nesse mundo, alguns pais e algumas mães acabam acreditando que é preciso que seus filhos saibam sempre mais que os filhos de outros. E isso sim seria então sinal de adequação e o mais importante: de sucesso.

O que uma criança deve saber aos 4 anos de idade? Essa foi a pergunta feita por uma mãe, em um fórum de discussão sobre educação de filhos, preocupada em saber se seu filho sabia o suficiente para a sua idade.

[…]

Para contrapor às listas indicadas pelas mães, em que constavam itens como: saber o nome dos planetas, escrever o nome e sobrenome, saber contar até 100,  Alicia Bayer, organizou uma lista bem mais interessante para que pais e mães considerem que uma criança deve saber.

Veja alguns exemplos abaixo:

  • Deve saber que a querem por completo, incondicionalmente e em todos os momentos.
  • Deve saber que está segura e deve saber como manter-se a salvo em lugares públicos, com outras pessoas e em distintas situações.
  • Deve saber seus direitos e que sua família sempre a apoiará.
  • Deve saber rir, fazer-se de boba, ser vilão e utilizar sua imaginação.
  • Deve saber que nunca acontecerá nada se pintar o céu de laranja ou desenhar gatos com seis patas.
  • Deve saber que o mundo é mágico e ela também.
  • Deve saber que é fantástica, inteligente, criativa, compassiva e maravilhosa.
  • Deve saber que passar o dia ao ar livre fazendo colares de flores, bolos de barro e casinhas de contos de fadas é tão importante como praticar fonética. Melhor dizendo, muito mais importante.

E ainda acrescenta uma lista que considera mais importante. A lista do que os pais devem saber:

  • Que cada criança aprende a andar, falar, ler e fazer cálculos a seu próprio ritmo, e que isso não tem qualquer influência na forma como irá andar, falar, ler ou fazer cálculos posteriormente.
  • Que o fator de maior impacto no bom desempenho escolar e boas notas no futuro é que se leia às crianças desde pequenas. Sem tecnologias modernas, nem creches elegantes, nem jogos e computadores chamativos, se não que a mãe ou o pai dediquem um tempo a cada dia ou a cada noite (ou ambos) para sentar-se e ler com ela bons livros.
  • Que ser a criança mais inteligente ou a mais estudiosa da turma nunca significou ser a mais feliz. Estamos tão obstinados em garantir a nossos filhos todas as “oportunidades” que o que estamos dando são vidas com múltiplas atividades e cheias de tensão como as nossas. Uma das melhores coisas que podemos oferecer a nossos filhos é uma infância simples e despreocupada.
  • Que nossas crianças merecem viver rodeadas de livros, natureza, materiais artísticos e a liberdade para explorá-los. A maioria de nós poderia se desfazer de 90% dos brinquedos de nossos filhos e eles nem sentiriam falta.
  • Que nossos filhos necessitam nos ter mais. Vivemos em uma época em que as revistas para pais recomendam que tratemos de dedicar 10 minutos diários a cada filho e prever um sábado ao mês dedicado à família. Que horror! Nossos filhos necessitam do Nintendo, dos computadores, das atividades extraescolares, das aulas de balé, do grupo para jogar futebol muito menos do que necessitam de nós. Necessitam de pais que se sentem para escutar seus relatos do que fizeram durante o dia, de mães que se sentem e façam trabalhos manuais com eles. Necessitam que passeiem com eles nas noites de primavera sem se importar que se ande a 150 metros por hora. Têm direito a ajudar-nos a fazer o jantar mesmo que tardemos o dobro de tempo e tenhamos o dobro de trabalho. Têm o direito de saber que para nós são uma prioridade e que nos encanta verdadeiramente estar com eles.

Então, o que precisa mesmo – de verdade – uma criança de 4 anos?”

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“O castigo pode resultar em bom comportamento nos primeiros anos, mas sempre há um alto preço, a ser pago pelos pais e pela sociedade em geral quando a criança atingir a adolescência e juventude.”

Sou adepta e incentivadora da educação para a paz. Ao ler o artigo postado aqui muitos poderão se valer do jargão “Eu apanhei quando criança e não cresci traumatizado”, e eu digo “que bom”, mas não é sempre assim.
As crianças não são apenas projetos de adultos, são pessoas com sentimentos, necessidades e desejos, como nós. A diferença é que já vivemos mais que elas e, supostamente, temos mais maturidade, adquirida pelas experiências que passamos.
Então proponho que nos libertemos dos modelos autoritários em busca da cultura de paz para sermos mais felizes.

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